Rogério Marinho convoca coletiva e deverá retirar pré-candidatura ao Governo do Estado
O senador Rogério Marinho (PL), um dos principais líderes da oposição no Rio Grande do Norte, convidou a imprensa para uma entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira 21, para anunciar qual será o seu posicionamento no processo eleitoral de 2026. O encontro acontecerá na Casa do PL-RN, em Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal.
Durante a coletiva, a expectativa é que Rogério anuncie a retirada de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Nos últimos dias, ele foi convidado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para coordenar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República – o que afastará da disputa no RN.

Senador Rogério Marinho deve coordenar campanha presidencial – Foto: Saulo Cruz / Agência Senado
Nesta terça-feira 20, Rogério Marinho tinha conversas agendadas com o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e com o senador Styvenson Valentim (PSDB). Os dois são cotados para assumir a candidatura ao governo em nome do grupo. Quem não for escolhido deverá disputar o Senado, com o PL indicando o outro candidato da chapa. Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado. Álvaro é o principal cotado para ser o candidato da direita.
Além de anunciar sua chapa para a disputa eleitoral, é esperado que Rogério Marinho também comente a provável eleição indireta que o Rio Grande do Norte terá em abril, após as renúncias já anunciadas da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB). Com a dupla vacância no governo, a Assembleia Legislativa terá de escolher um governador e um vice para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027. Os eleitos poderão disputar reeleição em outubro, para um mandato de quatro anos.
Em entrevista à TV Agora RN em dezembro, Álvaro Dias afirmou que o grupo estaria unido em 2026, o que inclui também o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União). “Eu, Rogério, Styvenson e Paulinho Freire vamos estar juntos nessa próxima eleição. Não haverá dissensão, não haverá divergência, não haverá ruptura nesse grupo. Nós temos um acordo de caminhar juntos e vamos caminhar juntos. Não haverá rompimento”, enfatizou o ex-prefeito.

“Lealdade não prescreve, gratidão não prescreve”, diz senador sobre Bolsonaro
Em um sinal da retirada de sua pré-candidatura ao governo em função do pedido de Bolsonaro, Rogério Marinho publicou um vídeo nas redes sociais na última segunda-feira 19 no qual fala sobre “lealdade” e “gratidão” ao ex-presidente e também sobre “colocar o Brasil acima de projetos pessoais”. No vídeo, são exibidas imagens em que o senador aparece ao lado de Bolsonaro – durante o último governo, Rogério foi ministro do Desenvolvimento Regional.
“Gratidão e lealdade não prescrevem. Precisamos colocar o Brasil acima de projetos pessoais, como nos mostrou Bolsonaro. Agora, é hora de unir esforços para derrotar o projeto de poder de Lula e PT, seguindo a decisão do PR Jair Bolsonaro e elegendo Flávio Bolsonaro Presidente da República!”, escreveu Rogério na legenda.
No vídeo, o senador argumenta: “Na hora em que o presidente Bolsonaro anuncia que tem uma candidatura, a lealdade não prescreve, a gratidão não prescreve. O Bolsonaro colocou para o Flávio que a candidatura era dele, até para unificar a direita, para que nós possamos preservar o seu legado.”
Rogério Marinho também afirmou que a escolha de Flávio como herdeiro político de Bolsonaro “unifica o campo da direita”. “Agora nós vamos buscar atrair o centro e o centro-direita”, afirma o senador potiguar.
“Na hora em que o principal representante do nosso partido tomou essa decisão, todos nós estaremos juntos, e o projeto é fazer com que nós possamos derrotar o presidente Lula. Então nós, evidentemente, vamos ter a oportunidade e o cuidado de mostrarmos à sociedade brasileira, em especial ao povo brasileiro, de que maneira nós pretendemos administrar o país, que é justamente na contramão do que é colocado em prática pelo PT”, enfatizou.
Ele finaliza: “É evidente que, num passado muito recente, nós vimos o que é que isso resultou, na maior catástrofe econômica e moral que o país foi impactado nos últimos 80, 90 anos, desde 1948. Então a gente não quer repetir isso.”
Fonte Agora RN

